TEMA: Os perigos das ”fake news” no século XXI

INSTRUÇÃO: Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo seguindo a norma padrão da língua portuguesa. Apresente proposta de intervenção ou ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

TEXTO I

FONTE: http://www.imgrum.org/user/alpinocartunista/1929738451/1409415336575118729_1929738451

 

TEXTO II

O ano que as ‘fake news’ viraram notícia

Informações falsas foram usadas para manipular votações no mundo

 Se há um termo que entrou para o vocabulário de pessoas do mundo todo em 2017, este é “fake news”. De bordão de Donald Trump à preocupação para redes sociais e sistemas eleitorais planeta afora, as notícias falsas marcaram um ano repleto de suspeitas de influências externas no voto popular.

O termo já era conhecido no fim de 2016, quando começaram a surgir denúncias de que “fake news” plantadas por hackers russos supostamente patrocinados pelo Kremlin teriam influenciado o processo eleitoral norte-americano, em benefício de Trump.

No entanto, em 2017, o presidente tentou assumir para si o monopólio sobre o termo, ao usá-lo para acusar a imprensa de publicar notícias falsas contra ele. Da “CNN” ao jornal “The New York Times”, veículos de imprensa liberais (no sentido norte-americano da palavra) passaram a ter sua credibilidade questionada publicamente por um mandatário que via o escândalo da Rússia se aproximar de seu gabinete.

“Quando a Lupa foi criada, em novembro de 2015, tinha certeza absoluta que isso ia se tornar um problema. Mas o Donald Trump levou o problema a uma escala irreversível em 2017”, diz Cristina Tardáguila, diretora da agência de fact-checking Lupa.

Mas não parou por aí. O termo passou a ser usado por políticos e cidadãos do mundo todo para desacreditar informações publicadas pela imprensa. As “fake news” se tornaram presença frequente nos debates do Brexit, no processo separatista na Catalunha, nas eleições presidenciais na França, na crise diplomática entre Arábia Saudita e Catar, na tensão nuclear com a Coreia do Norte e na acalorada disputa política no Brasil.

Na Itália, o primeiro-ministro Matteo Renzi declarou publicamente que teme que as notícias falsas interfiram nas eleições de 2018, após o “NYT” ter publicado uma reportagem ligando plataformas de “fake news” a ativistas do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e da ultranacionalista Liga Norte – por sua vez, esses dois partidos chamaram a acusação de “notícia falsa”.

O termo entrou para o léxico até do Vaticano, a ponto de a Santa Sé pedir uma “reflexão” sobre o uso de “informações infundadas” para “alimentar a polarização das opiniões”.

Combate – De outro lado, as empresas de tecnologia e as próprias instituições começam a se mexer para combater o fenômeno das fake news. No Brasil, país onde a população mais se preocupa com as notícias falsas, segundo uma pesquisa de setembro da “BBC”, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um grupo para estudar formas de combater a ação de informações enganosas nas eleições de 2018.

Na Itália, o partido do governo que aprovar uma lei que prevê multas milionárias para redes sociais que permitirem a divulgação de notícias falsas, seguindo um modelo semelhante adotado na Alemanha. O projeto levanta temores sobre possíveis violações da liberdade de expressão, mas as próprias empresas da internet já começam a se movimentar. O Facebook, por exemplo, começou a testar a sinalização de fake news para usuários norte-americanos com um “sinal de perigo” – a rede social de Mark Zuckerberg já admitiu que agentes do governo a usaram para disseminar fake news.

Na imprensa, as agências de fact-checking ganham cada vez mais espaço, se aproveitando da crise na indústria jornalística, com enxugamento das redações, diminuição do espaço no papel e dificuldade para vender publicidade, o que atrapalha a produção diária de notícias. “Somada a isso, tem a realidade do momento político-econômico no Brasil, com uma crise em cima da outra. Os jornais recorrem à Lupa nesse intuito, para complementar seu trabalho”, afirma Tardáguila.

FONTE:  http://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2017/12/retrospectiva-2017-o-ano-que-fake-news-viraram-noticia.html Acesso em 01/02/2018

 

TEXTO III

FAKE NEWS SÃO NOTÍCIAS FALSAS, MAS QUE APARENTAM SER VERDADEIRAS.

Não é uma piada, uma obra de ficção ou uma peça lúdica, mas sim uma mentira revestida de artifícios que lhe conferem aparência de verdade.

Fake news não é uma novidade na sociedade, mas a escala em que pode ser produzida e difundida é que a eleva em nova categoria, poluindo e colocando em xeque todas as demais notícias, afinal, como descobrir a falsidade de uma notícia?

No geral não é tão fácil descobrir uma notícia falsa, pois há a criação de um novo “mercado” com as empresas que produzem e disseminam Fake News constituindo verdadeiras indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo, se utilizando de todos os recursos disponíveis para envolver inúmeras pessoas que sequer sabem que estão sendo utilizadas como peça chave dessa difusão.

Infelizmente é muito comum o uso das primeiras vítimas como uma espécie de elo para compor uma corrente difusora das Fake News. Assim, aquelas pessoas que de boa-fé acreditaram estar em contato com uma verdadeira notícia, passam – ainda que sem perceber – a colaborar com a disseminação e difusão dessas notícias falsas.

Mas não é impossível detectá-las e combatê-las, há técnicas e cuidados que colaboram para mudar este cenário, sendo a educação digital uma ferramenta para fortalecer ainda mais a liberdade de expressão e o uso democrático da internet.

FONTE: http://portal.mackenzie.br/fakenews/noticias/arquivo/artigo/o-que-e-fake-news/ Acesso em 01/02/2018

 

TEXTO IV

As notícias falsas divulgadas pela internet (fake news) foram tema da palestra do o professor Walter Capanema, coordenador-geral dos cursos de Direito Eletrônico da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), nesta quarta-feira, dia 14, no auditório desembargador Roberto Leite Ventura. […]

O professor mostrou fotos manipuladas por aplicativos e imagens falsas, como uma rachadura na ponte Rio-Niterói. Capanema alertou que provocar alarme produzindo pânico está previsto no artigo 41 da lei das Contravenções Penais.

“Se a pessoa cria um perigo, manda uma mensagem que provoca alarme, ela pode ser conduzida ao juizado especial, possivelmente vai ser processada e pode responder pelo artigo 41 da Lei das Contravenções Penais”, alertou Walter Capanema.

Capanema destacou ainda que as fake news podem levar o autor a responder por questões de responsabilidade civil, calúnia, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, como o caso que aconteceu em 2014, no Guarujá, no litoral paulista, com a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores da cidade, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças.

FONTE: https://tj-rj.jusbrasil.com.br/noticias/469196219/encontro-de-especialistas-na-emerj-debate-fake-news Acesso em 01/02/2018

TEXTO V

 PROJETO DE LEI Nº , DE 2017 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly)

Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências.

JUSTIFICATIVA

A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas ou incompletas.

Atos desta natureza causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.

A presente medida tipifica penalmente o ato de divulgar ou compartilhar notícia falsa na rede mundial de computadores, de modo a combater esta prática nefasta.

Assim, contamos com o apoio dos nobres parlamentares à presente proposição.

DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY (PSDB-PR)

FONTE: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=03D41E8B902E935F8C5C2F228D635FC2.proposicoesWebExterno1?codteor=1522471&filename=PL+6812/2017 Acesso em 01/02/2018

 

TEXTO VI

FONTE: http://academiadojornalista.com.br/como-identificar-fake-news/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *